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Reuniões nos locais de trabalho avaliarão continuidade da greve

As reuniões acontecem nos locais de trabalho, em greve, por todo estado. Confira a orientação da Direção Estadual.
13/07/2019

É GRAVE! É GREVE!



O Governo apresentou, ao final da tarde de ontem (12/07) nova proposta de pagamento da data-base e o SINDISEAB orienta a todos os locais de trabalho em greve, que avaliem a proposta, a suspensão ou a continuidade da greve.



As reuniões deverão ocorrer, impreterivelmente, na segunda (15/07), no início do expediente e deliberar sobre o assunto, mediante ata e lista de presença, que devem ser enviadas ao sindicato até às 11h, do mesmo dia. Está convocada para segunda (15/07), às 17h, na sede do SINDISEAB, assembleia geral para deliberar sobre o assunto de acordo com a decisão das reuniões locais.



Segue, para subsídio, discussões, avaliações e deliberações nas reuniões regionais nos locais de trabalho, nossa avaliação coletiva acerca da proposta apresentada:



Apesar de não ser a esperada, observa-se avanço, diante da ideia inicial de Ratinho Jr de reajuste zero. Toda avaliação deve partir desse ponto inicial, o reajuste 0% pretendido pelo Governo, até a proposta apresentada ontem, de pagamento parcelado dos 4,94%, configurado em 2% a partir de janeiro de 2020, 1,5% em 2021 e 1,5% em 2022, sem o congelamento das negociações das data-bases a vencerem nos próximos anos, nem dos atrasados.



Portanto, nossa greve produziu avanços. A ideia inicial de Ratinho Jr era não dar nenhum reajuste. No dia 03 de julho, um dia depois da mobilização que levou cerca de 20 mil servidores às ruas de Curitiba, o governador chegou a propor o pagamento 0,5% em 2019 e de outros 4,5% parcelados até 2022, condicionado ao congelamento da data-base até o ano de 2022, ao crescimento da receita corrente líquida, num patamar acima de 6,5%, e ainda ao fim da licença prêmio.



No dia 9 de julho mais de 30 mil servidores lotaram as ruas da capital paranaense numa grande marcha histórica rumo ao Palácio Iguaçu. No período tarde, os servidores ocuparam a Assembleia Legislativa.



O protesto na ALEP foi intensificado quando o deputado governista Missionário Ricardo Arruda (PSL) usou a tribuna para xingar e ofender os trabalhadores que lutam por seus direitos. Dirigentes do SINDISEAB estiveram juntos e dormiram com mais de 500 servidores que ocuparam a casa legislativa, de onde saíram na quinta-feira, dia 11 de julho, pela manhã, para acampar na porta da sede do Poder Executivo.



Avaliou-se como outro importante avanço obtido na nova proposta apresentada pelo governo, a garantia de que nenhum servidor terá o ponto cortado por ter aderido ao movimento paredista. O direito à greve é uma garantia constitucional de todos nós trabalhadores brasileiros.



A greve do funcionalismo público teve início em 25/06, com os professores da rede estadual, servidores do meio ambiente, e se estendeu na sequência a várias outras categorias, como dos servidores da agricultura, universidades estaduais e saúde.



Outras áreas, como a segurança pública, por impedimentos legais não paralisaram as suas atividades, mas participaram ativamente das mobilizações pela data-base. As famílias dos policiais e bombeiros militares, por exemplo, se uniram às atividades pelo pagamento da reposição salarial.



Com a data-base congelada desde 2016, os servidores do Poder Executivo acumulam uma perda salarial de 17%. Iniciamos os protestos pelo pagamento imediato da reposição da inflação dos últimos 12 meses, que somam-se 4,94%, e de mais 1% em outubro e 1% em dezembro, como forma de diminuir os atrasados.



Um último ponto positivo no movimento foi a união dos servidores públicos estaduais na luta por seus direitos. Todas as áreas do serviço público no Paraná uniram esforços na busca pelo pagamento da data-base e recebemos o apoio da população paranaense.



Conheça a proposta do Governo: clique aqui.






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